Nossa palestrante para o #CMBiophilia é a Thalita Campbell:

Bióloga e designer, trabalha conectando ciências naturais com processos de criação, desde 2011. Querendo aproximar a ciência do público geral, acredita que através do olhar curioso e atento para a natureza é possível estreitar essa comunicação. Há alguns anos vem colecionando tesouros naturais e ministrando cursos de Biomimética, Botânica e de Pesquisa Visual na Natureza com a intenção de ajudar humanos a se reaproximarem de nossa primeira e grande fonte de inspiração: a natureza.

Batemos um papo com a Thalita para que nossa comunidade possa conhecê-la melhor antes do evento - confira a mini-entrevista abaixo! 😉

Quem você é?

Sou bióloga e designer e isso já conta um pouco da forma como olho pro mundo. Gosto de descobrir como a natureza funciona em suas múltiplas escalas e acredito que o design pode ser uma ferramenta para despertar o olhar e a paixão pelos organismos vivos. 

Do que você mais gosta em São Paulo? 

Gosto da possibilidade que São Paulo oferece de construir territórios e vivências completamente diferentes. Andar pelas ruas arborizadas de alguns bairros, logo entrar numa passagem subterrânea e dar de cara com livros, revistas e exposição de arte, respirar ar puro no Ibirapuera, ver as linhas de skate sendo construídas junto com a arquitetura do centro da cidade e poder passar a tarde em um museu, fazem de São Paulo um lugar onde sempre quero voltar. A cidade está continuamente sendo construída pelos moradores e, na minha opinião, é onde primeiro se vê ideias inovadoras ganharem força no Brasil.

Como você se conecta com a Natureza no seu dia a dia?

Para mim é natural essa conexão, desde pequena a natureza me desperta curiosidade e atenção, o que acabou sendo reforçado durante minha formação como bióloga. De maneira mais direta, cuidar de uma planta e observar todo seu ciclo de mudanças (folhas nascendo e depois amarelando, por exemplo) e depois extrapolar isso na observação da mudança da paisagem de uma cidade ao longo do ano é uma das coisas mais potentes para mim. Gosto de reparar como o tempo da natureza sempre respeita um ritmo contínuo, um equilíbrio dinâmico, o que, como humanos, teimamos em não aprender e seguir. Olhar pra uma rua cobertas de flores caídas que depois de alguns meses se torna cheia de sementes, me ajuda a lembrar todo os dia que também sou cíclica, que também preciso  de ar e que também sou natureza.


Nosso último evento de 2020 acontece na sexta-feira, dia 11/12, às 8h30 da manhã - será imperdível! Nos vemos por lá? =)