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Conheça o ilustrador para Resiliente - Luiz Felipe Champloni  

Todos os meses, temos ilustrações incríveis para nossos temas, sempre produzido por artistas residentes da cidade que o escolheu. Como arte nunca é demais, todos os meses temos convidado um artista local para reproduzir a versão traduzida em português em cima dos temas. Para este mês de Maio, convidamos o ilustrador Luiz Felipe Champloni a interpretar  “Resiliente”. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele!

Desde criança, Luiz Felipe é aficionado por desenhar e criar histórias. Após se formar em Arquitetura e Urbanismo em Brasília, decidiu seguir carreira na arte e se mudou para São Paulo, onde tem se profissionalizado e trabalhado na área de design gráfico, ilustração e quadrinhos. Destacam-se seus trabalhos de facilitação gráfica em parceria com a Mirá - Design de Ideias para clientes como Banco do Brasil, ExpoVendaMais e Instituto Península. Atualmente está desenvolvendo uma webcomic autoral abordando o universo do Egito Antigo. 

Como foi o seu caminho para trabalhar com arte e se tornar ilustrador?  

Desde que me entendo por gente sou apaixonado por desenhar, e até pouco tempo atrás era totalmente autodidata. Em 2018 me mudei para São Paulo para um trabalho que pouco tinha a ver com a área e vi uma oportunidade única de me profissionalizar pela estrutura e pelas pessoas disponíveis na cidade. Comecei a caçar cursos no catálogo do SESC de desenho, vetorização, composição, texturas ao mesmo tempo em que aprendia os fundamentos na Quanta - Academia de Artes. Fui sendo notado e oportunidades de trabalho foram surgindo com mais consistência. Hoje em dia aproveito o isolamento social para fazer cursos online de desenho e design (e já estou caçando mais! hahaha) para chegar num nível bom como artista e profissional o quanto antes.

Quais são as suas maiores influências criativas?

Tenho duas paixões muito fortes: histórias em quadrinho e História de civilizações antigas. Atualmente minha arte sofre muita influência tanto dos comics americanos como da arte egípcia e meus planos para um futuro próximo envolvem lançar uma webcomic juntando os dois temas. Nos quadrinhos, sou aficionado pelo trabalho do Jack Kirby e do Grant Morrison.

Como enxerga a arte na cidade de São Paulo e como isso te impacta?

Até hoje não me situei muito bem em relação ao cenário da cidade pra falar a verdade, mas posso dizer sem dúvidas que os grafites que conheci em minhas viagens de ônibus nunca deixam de me maravilhar. O trabalho do Eduardo Kobra me deixa totalmente doido todas as vezes, é incrível. Os murais de grafite da Estação Palmeiras/Barra Funda, nas empenas cegas dos prédios do centro, acho sensacionais.

O tema desse mês é “Resiliente” - qual foi a sua inspiração e interpretação desse tema para ilustrá-lo?

Ao meu ver, a resiliência é a capacidade da pessoa se manter firme apesar das adversidades, se manter em seu propósito sem esmorecer. Enquanto pensava em formas de traduzir isso visualmente, acabei vendo no Instagram os stories de um amigo que descobriu após os 30 anos e ser pai duas vezes que era apaixonado por ciclismo. Pensei em como ele treinava constantemente, faça chuva ou faça sol, nas histórias de longas viagens, pneus furando, competições, nas gambiarras para poder treinar isolado em casa e pensei: caramba! É ele! - e então fiz essa arte inspirada na trajetória recente e vitoriosa dele no esporte.

Pra fechar, conte uma curiosidade sobre você =)

Eita! Não estava preparado pra essa. Bom, gosto muito de música também e já fiz curso de canto e teatro musical. Se me pedirem pra cantar, dançar e sapatear hoje em dia será um desastre, mas juro que eu sabia alguma coisa! hahaha