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JULHO É MÊS DE... UNDERDOG!

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Um “underdog” [o menos favorito e com menos probabilidade de sucesso] questiona e expande os limites do que é possível.

 Quando outros esperam que fracassem, os “underdogs” devem apoiar-se na sua autoconfiança e nas suas experiências duramente conquistadas para conceberem e ferozmente afirmarem novas realidades. Eles não enfatizam o que é esperado deles, eles concentram-se antes no que não é esperado deles.

 Numa carta para o seu sobrinho, James Baldwin escreveu:

“Não se esperava que aspirasses à excelência. Era esperado que fizesses as pazes com a mediocridade (…) Não acredites na palavra de ninguém para nada, incluindo a minha, mas confia na tua experiência. Não te esqueças de onde vens. Se sabes de onde vens, não há limite para até onde podes chegar”.

 Quer sejas tu próprio um “underdog” ou conheças alguém que o é, tu podes ajudar elevar a meta. Reconhece que cada dia é uma oportunidade para participar em inspiradoras resoluções de problemas, e que cada momento é uma oportunidade para te conectares de forma criativa com o teu entendimento do que é possível.

 Levanta a mão e enraíza a tua experiência, a tua intuição, e a tua voz. O palco da mudança está a chamar por ti.

 O capítulo de Edinburgh escolheu o tema a explorar o tema “Underdogs” este mês. Astrid Jaekel é responsável pela ilustração. Ambos são apresentados globalmente pelo Mailchimp.

O Nosso Manifesto!

COMUNIDADE

A CreativeMornings é uma comunidade criativa. Conhecimento e curiosidade fazem parte do processo criativo e parte de nós, membros das CreativeMornings. Somos uma grande família que envolve 216 cidades em mais de 65 países um pouco por todo o mundo.

Acordar cedo não é um fardo, mas sinónimo de um pequeno-almoço feito de momentos especiais, de partilha de abraços e sorrisos em torno da criatividade. Em cada uma das cidades, somos todos diferentes, cada um com o seu ímpeto e propósito, mas unidos pelos mesmos valores. Regemo-nos pelo sentido de comunidade, pelas pessoas e pela criatividade que faz a diferença.

E no final é isto que nos une, porque todos juntos somos criativos!



Texto: Mariana Monteiro

Vídeo: CreativeMornings

Em Maio descobrimos a nossa NATUREZA!

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Sexta-feira, são 8h30 da manhã e tem início mais uma CreativeMornings Porto. Tudo começa com café, ainda em modo remoto, mas a criatividade não conhece limites nem distâncias. O tema do mês de maio é a Natureza e não podia enquadrar-se melhor, porque maio marcou também o nosso 7º aniversário, sete anos a mostrar a natureza criativa da cidade do Porto.

Para celebrar o aniversário decidimos dar voz à veia empreendedora da comunidade e convidar dez empreendedores da cidade do Porto a apresentarem os seus projetos num pitch de 90 segundos. Chamamos-lhe “Audience Take the Stage”.

1. Red Queen Editora - Rui Aspas

Projeto onde os livros se tornam objetos e vão ao encontro do leitor.

2. FashionHUB - Luciane Robic

Comunidade online que conecta, educa e transforma a cadeia da moda. 

3. Propósito.Comunicação - Rafaela Moreira

Todo o negócio tem um propósito e o objetivo deste projeto é ajudar a cumprir esse propósito.

4. #compraraospequenos - Frederica Cerqueira

Plataforma de apoio aos pequenos negócios de todas as industrias.

5. Cais Recicla - Nuno Carmo

Uma oficina onde os resíduos de transformam em novos produtos.

6. Atelier Karaka - Marta Afonso

Estúdio criativo especializado em estamparia manual de tecido, design de padrões e ilustrações.

7. Preencher Vazios - Joana de Abreu

Projeto que tem como objetivo chamar a atenção para a preservação do património português.

8. Escala:Humana - Raquel Duarte

A arte de projetar para pessoas reais.

9. Tiny Tales - Ângela Azevedo

Fotografia documental de famílias, numa homenagem à vida como elas a vivem.

10. O Meu Poema para Ti - Cristina Leite

Um serviço online de poemas por encomenda.


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Após os fantásticos pitchs destes 10 projetos, foi a vez da Sara Miguel, a convidada do mês de maio, tomar conta da audiência. A música é o seu mundo e durante mais de 20 minutos deu voz à sua natureza, contada através da sua história onde arriscou viver uma paixão nem sempre fácil de expressar e ainda mais difícil de realizar.

O gosto pela arte e pela expressão artística nasceu muito cedo e ganhou asas através dos pais quando estes a colocaram a ter aulas de música, uma ação que viriam a definir o que seria o seu futuro. O caminho nem sempre foi fácil, e nem sempre a música foi a primeira escolha, mas a infelicidade no curso de Psicologia deu-lhe a coragem para seguir o coração, deixar o socialmente aceite e ir pelo caminho desejado.

“Coragem é agir com o coração”

Assim iniciou um percurso de altos e baixos, primeiro na cidade do Porto e depois nos Açores. Houve tempo para aprender, ensinar, descobrir e criar. E também limitações, mas estas não a pararam ou fizeram desistir. Pelo contrário, potenciaram a sua natureza, tornando mais criativa, corajosa e intrépida para vencer todos os limites.

A natureza é uma inspiração constante e por esse motivo gosta de viver nos Açores. As pessoas são mais conectadas umas com as outras e com tudo o que as rodeia, há mais tempo para viver e mais tempo para planear o que fazer. Um ritmo biológico que potencia a sua essência de procura, de inquietação por buscar o que vai fazer melhor. Tudo pautado por 5 pilares: confiança, verdade, intuição, partilha e superação.

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O evento de maio foi uma partilha natural onde a Sara nos inspirou com a sua história de superação e contou a todos como o importante não é fazermos o que os outros esperam de nós, mas sim sermos corajosos para ouvirmos o nosso coração e fazer o que realmente nos faz feliz.

E no final terminámos da melhor forma, com música. A da Sara para nós e a nossa, num tom bem menos afinado, para toda a comunidade da CreativeMornings Porto.


Texto: Mariana Monteiro

Fotografia: Filipe Brandão e Catarina David.

Ilustração: Joel Faria

JUNHO É MÊS DE... INSEGURANÇA!

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A insegurança diminuiu o nosso otimismo, a nossa visão do nosso potencial e cega-nos para ver as coisas como elas realmente são ou poderiam ser. Projetamos os nossos maiores medos quando sucumbimos às formas negativas pelas quais somos condicionados a reagir.

Como podemos vencer a insegurança e sermos mais fortes?

De acordo com o autor Leo Babauta, podemos começar com uma pequena dose de coragem: 

“Um pouco de coragem. Em pequenas doses, para começar, mas tal significa uma vontade para pôr de lado todas as distrações por um bocadinho, e colocar o nosso foco apenas no que estamos a enfrentar.”

Ao observar e ver, podemos capturar os momentos iniciais em que deixamos que as nossas inseguranças se imponham. Presta atenção ao momento em que te deixas ser levado pela insegurança e observa exatamente o que faz com que tal aconteça. O segredo é que o caminho para sair pode ser encontrado nos padrões que repetimos milhares de vezes.

Acende uma pequena dose da tua coragem e protege ferozmente a sua chama! Compromete-te a quebrar uma crença limitadora de cada vez. Com trabalho e foco, serás capaz de abrir as asas e voar mais alto.

Insegurança é o tema do mês de junho, escolhido pelo capítulo de Louisville e ilustrado pela Rachael Sinclair. WordPress.com apresenta o tema globalmente.

O Propósito das nossas perguntas!

O desconfinamento já começou, mas dá ainda passos de bebé. Enquanto aguardamos por saber quando poderemos voltar aos pequenos-almoços presenciais em modo família CreativeMornings Porto, com muitos abraços e contacto humano, relembramos a última edição.

O tema era “Propósito” e este serviu de base para quebrar o gelo matinal. As novas tecnologias não substituem um evento presencial, mas têm ferramentas que na ausência de uma conversa cara-a-cara, permitem-nos ficar a conhecer melhor quem está do outro lado.

Assim, a nossa anfitriã iniciou o capítulo de abril com a mais simples das perguntas: “Nesta quarentena, pelo que é que estamos gratos?” As respostas foram as mais variadas e todas com algo em comum: o confinamento deu-nos a oportunidade de apreciar as coisas simples da vida.

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Após este início, e com os níveis de cafeína já mais elevados, houve lugar para um pequeno questionário. De forma descontraída, procurou-se saber o que andamos todos a fazer durante a quarentena. Quem navegou pelo mundo digital nestes últimos tempos assistiu às mais diversas manifestações de arte, cultura e gastronomia. Atividades para preencher o tempo! Procuramos então saber quem sucumbiu à “pão-demia”, quem desligou a TV e passou a ver tudo pelos lives no Instagram e por último quem arriscou cortar o cabelo em casa?

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No final, e antes de os participantes darem largas às suas perguntas para a nossa Oradora, mais quatro questões, sendo as mais cruciais se os eventos online valem a pena e se este mês, maio, voltávamos em modo online. As respostas não podiam ser mais positivas. O importante é estarmos juntos, e este mês temos encontro marcado dia 29 de maio, às 8h30 com a Sara Miguel e o tema “Natureza”.


Texto: Mariana Monteiro

O 7.º Aniversário das CreativeMornings Porto!

As CreativeMornings Porto fazem 7 anos de existência na cidade do Porto este mês e isso é SEMPRE motivo de celebração! Mesmo em tempos de pandemia e desconfinamento.

Estamos por isso a comemorar as nossas bodas de lã! E dizem os “entendidos” que os 7 anos são o ano da crise! CONFIRMADO!!! 

Infelizmente não vamos poder celebrar como tinhamos planeado e como gostaríamos de o fazer. Mas não podemos deixar de celebrar esta efeméride. :-) 

Assim, preparámos um espaço de celebração especial e virtual. No nosso próximo evento vamos dar o palco, ou neste caso o cerã, aos projectos e negócios da nossa COMUNIDADE! Já sabes que celebramos nós, mas os presentes são sempre para ti. Por isso, se fazes parte da nossa Comunidade e tens um projecto ou um negócio criativo, vais ter 90 segundos no próximo dia 29 de Maio para nos dizeres quem és e o que fazes!

Faz a tua inscrição neste link e conta-nos um bocadinho sobre ti. Posteriormente irás receber por email toda a informação prática sobre como o evento vai decorrer!

Contamos contigo?

Em Abril viajámos ao nosso Propósito!

À semelhança do que aconteceu no mês passado mês, em Abril continuámos a viver e a partilhar a nossa (e a vossa) criatividade de forma remota. Mas quando a nossa Oradora convidada das CreativeMornings Porto deste mês é uma
verdadeira expert em nos deixar a suspirar por uma viagem (para qualquer lugar de um hemisfério distante), é caso para nos deixar de caneca bem agarrada às mãos e presos pelo entusiasmo à nossa cadeira (ou sofá, ou cama…) quando o tema é PROPÓSITO.

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Sandra Barão Nobre, parisiense de nascença e algarvia por adopção, em 2014 depois de um percurso académico em Relações Internacionais também ele inspirado nos livros e algumas experiências profissionais lá fora e cá dentro, chega de uma viagem à volta do mundo que nasceu da ideia do seu próprio projecto à volta dos livros: O Acordo Fotográfico!

Durante 6 meses, nos quais pediu uma licença sem vencimento para ir fotografar leitores de Língua Portuguesa pelo mundo fora, acabou por dar uma volta ao Mundo da qual regressou e para se ver novamente no mesmo escritório, presa à mesma rotina, sem se sentir feliz, realizada e reconhecida. O mote desta viagem foi criar conteúdos para o seu blogue e celebrar a preceito o 10º aniversário de um autotransplante de medula óssea. Acabou por ser uma mudança de vida para sempre!

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Decidiu que era ela que tinha de mudar. A paixão pelos livros e pela leitura foi a
resposta. Mas antes preparou-se para o impacto desta mudança marcante. Hoje em dia dedica-se exclusivamente à prática da Biblioterapia (que já levava no coração ainda antes de viajar), ao blogue e ainda como líder de viagens para a agência Magellan Route, onde é responsável pelo destino Irão, além das acções de voluntariado que faz como leitora em voz alta no Hospital de Santo António no Porto e exercício físico indispensável (dito por ela…!).

Foi uma conversa informal, com um sorriso estampado no rosto da Sandra e que deixou a todos os participantes uma inspiração e força de viver e vencer
contagiantes. Conseguimos perceber como é ser Biblioterapeuta, como ler e
escrever nos torna mais conhecedores de nós mesmos e do próximo e ainda
como a fotografia nos pode transmitir sensações que apenas pensaríamos ser
possíveis experienciar ao vivo.

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Ao longo desta manhã, a Sandra partilhou connosco algumas histórias deliciosas da sua passagem pelos 4 continentes e abriu o seu coração de terapeuta nas inúmeras perguntas que nós, ávidos de conhecer a sua experiência e os seus conhecimentos, fomos fazendo até quase à hora de almoço (não, não foi noutro hemisfério). 

Dadas as mais recentes actualizações relativas a esta terrível pandemia, estamos a fazer figas (com os dedos das mãos e ainda dos pés) para que rapidamente nos possamos voltar a encontrar de forma presencial.  O único senão é que não podemos estar apenas de roupa interior do umbigo para baixo. Ou será uma bênção? Deixamos à vossa imaginação fazer o resto, caro leitor(a). 


Texto: Pedro Vidal

Ilustração: Joel Faria

Fotografia: Filipe Brandão & Catarina David

Vídeo: Teresa Folhadela

Maio é mês de... NATUREZA!

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O que pode a natureza ensinar-nos sobre viver com força, vulnerabilidade e graciosidade durante estes tempos difíceis?

No livro “Emergent Strategy”, da autoria da Adrienne Maree Brown, Naima Penniman reflete sobre a força descentralizada dos carvalhos: “Entre ventos fortes e águas agitadas, o carvalho mantém-se firme. Como? Em vez de enterrar as suas raízes fundas e solitárias na terra, o carvalho espalha as suas raízes e entrelaça-as com as raízes de outros carvalhos nas redondezas.”

É natural sentirmo-nos sozinhos/as e com medos quando as tempestades se aproximam. Mas a natureza, em todas as suas formas e estados, mostra-nos vezes e vezes sem conta que a resiliência advém da adaptação, colaboração e apoio nos sistemas de suporte ao nosso redor. Ao afastarmo-nos da ideia de que precisamos de ser fortes apenas por nós abrimos possibilidades nas nossas vidas e construímos a nossa resiliência coletiva.

Seja pessoalmente ou longe, encontra as redes com as quais te podes interligar e acorrenta-te a elas. Apoia-te nesses ramos de suporte e segura-te bem. Sobreviver e prosperar em tempos difíceis requer que nos unamos mesmo quando separados.

O capítulo de Salt Lake City escolheu “Natureza” como tema deste mês, ilustrado pelo David Habben e apresentado globalmente pelo WordPress.com

“Behind the Scenes” | Voluntário Pedro Nogueira -Director Wannabe


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam? 

Pedro e… Pedro

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Filmo, edito e tomo o pequeno-almoço sempre no fim quando já toda a gente mamou os brigadeiros todos e só tenho pão com manteiga.

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Filmo, edito e como pão com manteiga!

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

É giro, gosto de fazer coisas e depois descobri que também gosto do evento. E tudo são experiências e as pequenas falhas que aconteceram nas CreativeMornings Porto na equipa de video fizeram-me desenvolver skills que outrora só desenvolveria mais tarde ou por outros acaso. Ou não de todo.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Praticamente tudo, a partir do momento que faço nas CreativeMornings Porto o que faço da vida. Ainda estou muito na fase inicial da minha carreira e como faço o que gosto, tento fazer nos meus tempos livres ainda mais do que faço nos tempos ocupados e as CM são um exemplo disso. 

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Mais novo comia demasiadas sandes de hidratos. Fossem sandes de arroz, sandes de batata cozida, etc. Pena que nas CreativeMornings não haja batatas cozidas…

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio?

Desculpem família, pelos 3 mil € que tiveram de gastar só porque funerais são a única coisa na vida que tens que comprar obrigatóriamente, senão é crime. Apesar de ser caro como tudo. (Eu acho mesmo isto! Por exemplo, ninguém te obriga a comer, podes morrer à fome que não é crime. Ninguém te obriga a ter casa, podes viver na rua que não é crime. Nem a pagar impostos caso não tenhas rendimentos. Mas obrigam-te a fazer um funeral, senão é crime. Portanto, é naquela, ou pagas milhares de euros, ou és preso. Choose!).

8. Para ti, criatividade é…

Analisar como as pessoas que pensam dentro da caixa pensam e fazer o oposto. 

Fotos: Filipe Brandão

6 Passos para fazer fotografia dos eventos virtuais.


Por causa das medidas impostas em Portugal, e um pouco por todo o mundo, para evitar a propagação da COVID-19, os eventos da CreativeMornings Porto tiveram que passar a ser realizados online. Naturalmente a fotografia dos eventos ficou posta de parte e por isso começamos a pensar como poderíamos preencher o espaço deixado vazio pelas fotos no Flickr. Espaço foi a palavra-chave. Os eventos não vão ocorrer num espaço físico mas sim num espaço virtual. No entanto, cada participante assiste ao evento no seu espaço físico e estes espaço estão dispersos num espaço geográfico. Um mapa surgiu, então, como a forma natural de representar o espaço do evento.

Poderíamos fazer isto de múltiplas formas, mas aproveitei a oportunidade para criar uma definição com o Grasshopper de modo que pudesse ser reutilizável. O passo inicial é obter a base cartográfica e para isso existem múltiplos plugins, por exemplo o Heron, Elk, Meerkat ou o Mosquito, para além do componente Import SHP que vem com o Grasshopper. Decidi usar o Mosquito para importar os mapas do OpenStreetMaps e o Heron para obter as coordenadas geográficas (Lat/Lon) a partir de moradas. O Mosquito também tem um componente que devolve coordenadas a partir de moradas, no entanto não admite listas de moradas. Uma das ideias iniciais era usar as coordenadas GPS nos metadados das fotografias mas as fotografias chegaram sem esses dados.

Foi pedido a cada participante que tirasse duas fotos suas e que indicasse a freguesia e o concelho de onde estava a assistir ao evento. Recebi as imagens com os nomes no seguinte formato: NomeSobrenome_Freguesia_Concelho.jpg. Usei o plugin Human para mapear a foto de cada participante numa superfície sobre a respectiva localização geográfica. Por fim, como as moradas apenas descriminam a freguesia, vários participantes ficaram sobrepostos no mapa. Para resolver isto usei o Kangaroo para optimizar o posicionamento de cada uma das superfícies, mantendo-as o mais próximo possível da coordenada original e o mínimo de sobreposição.

Passo 1

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Primeiro fornece uma morada ao componente Location. Este devolve pontos com as coordenadas Lon/Lat para cada uma das localizações candidatas. Seleciona a primeira localização e alimenta um componente Circle. É aconselhável começar com um raio pequeno. O círculo é ligado à entrada Area do componente Map Vector. É possível obter elementos específicos do OpenStreetMaps usando Custom Search, por exemplo os limites administrativos. Também é possível centrar o mapa na origem do desenho ligando um valor verdadeiro (true) a CenterToWorld.

Passo 2

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Obter os nomes das imagens a partir de uma pasta. Isto é possível com este script em C#. Em seguida filtrar os nomes da freguesia e concelho e formatar a morada de modo que o componente Heron’s ESRI REST Service Geocode entenda.

Passo 3

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Reprojetar os pontos de coordenadas Lat/Lon para o sistema de coordenadas usado pelo Mosquito no modelo do Rhino, com o componente MapProject. Este componente espera as coordenadas invertidas (Lon/Lat).

Ao contrário do esperado, apareceram vários participantes de fora da Área Metropolitana do Porto. O Mosquito não é a ferramenta ideal para lidar com dados à escala nacional porque requisita sempre ao servidor as estradas principais. O problema é que à escala do país o volume de dados é grande e torna o modelo muito lento. Uma solução simples foi importar um ficheiro SHP com as fronteiras nacionais, disponível aqui, e escalar a fronteira e as localizações dos participantes para uma área mais pequena junto ao mapa da área metropolitana.

Passo 4

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As coordenadas X/Y e o mapa do país são escalados para caberem num mapa mais pequeno junto ao mapa da Área Metropolitana. O primeiro passo é verificar quais os pontos que estão fora do mapa da Área Metropolitana, para em seguida os escalar. Para isso usei um componente de um plugin que desenvolvi mas ainda não lancei, em alternativa é possível usar o componente Point in Curve do Grasshopper, com as devidas alterações.

Passo 5

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O último passo é otimizar a localização das imagens no mapa para evitar sobreposições. A primeira coisa a fazer é mover os pontos aleatoriamente, para não serem exactamente coincidentes, para isso usei um gerador de vetores aleatórios. É possível, com mais algum trabalho, obter o mesmo efeito usando o gerador de números aleatórios do Grasshopper. A próxima etapa é colocar retângulos com centro nos pontos, testar as colisões e otimizar usando o componente Solver do Kangaroo. Por último, os rectângulos são transformados em superfícies e as imagens mapeadas como materiais usando o componente Custom Preview Materials do plugin Human.

Passo 6

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O resultado final na vista Top do Rhino pode ser exportado para vários formatos.


Texto: Filipe Brandão

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